segunda-feira, 11 de maio de 2009

Aprendendo a gostar dos oportunismos

É meio “lugar comum” dizer que dia das mães é todo dia, e que essa data é oportunismo de marketing pra se vender eletrodomésticos, produtos típicos de mães, e pra alavancar vendas das magazines espalhadas pelos shoppings, que aos domingos pululam de pobres comerciários revoltados por estarem trabalhando ao domingo e forçando sorrisos amarelos para os retardatários que correm pra comprar o presente da mãe quando acordam e lembram do bendito dia.

Vou ser sincera e jogar um desafio no ar: Quem é a alma vivente que não gosta de dizer em alto e bom tom no sábado à noite (como eu fiz): “Amanhã é meu dia, e eu não vou fazer absolutamente nada! Quero café na cama, escolher o cardápio do almoço ( sem grana pra almoçar fora, adorei a torta salgada com arroz à grega e batatas fritas preparados pra mim), escolher o filme que vamos assistir à tarde, escolher o sabor da pizza e NÃO ficar em pé no portão esperando o entregador dessa vez!! Passar o dia de pijama confortável...só tirar pra tomar um banho bem quentinho (ta um frio da p.... em Salvador!) e trocar por outro pijaminha mais confortável do que o primeiro...Ai,ai...

 

Sou contrária à idéia de escolher um dia para homenagens...Faço disso uma rotina com minha Malu. Sempre que sentimos vontade, trocamos presentinhos, bilhetinhos , telefonemas no meio do dia pra declarar nosso amor. Consideramos esse domingo um bônus, pra enfatizarmos tudo isso...Vamos surfar na onda do Dia das mães, né??

Não posso reproduzir aqui a penca de homenagens que recebi esta semana, nem a quantidade de litros de lágrimas que verti com a musiquinha cantada em grupo na festinha da escola... Por tuuudo eu choro! Márcia costuma dizer que nunca viu alguém que chora até vendo comerciais na TV! E olha que estudei para aprender a produzir comerciais, hein?? Vou transcrever dois dos presentinhos que me emocionaram bastante. Um bilhetinho manuscrito e um texto impresso no timbrado da escola, porém muito bonito e que se aproximou bastante do imaginário infantil. Malu se identifica muito com ele:

image

Quando você achou que eu não estava olhando....

...eu vi você pendurar meu primeiro desenho na porta da geladeira, e imediatamente quis fazer outro desenho.

Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você alimentando um gato perdido, e aprendi que é muito legal tratar bem dos animais.

Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi lágrimas em seus olhos, e aprendi que às vezes, coisas nos machucam, mas que é permitido chorar.

Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você fazer pra mim o meu bolo favorito, e aprendi que pequenas coisas podem ser muito especiais na vida das pessoas.

Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você rezando e soube que há um Deus com quem eu posso sempre conversar, e aprendi a confiar nesse Deus.

Quando você achou que eu não estava olhando, eu senti o seu beijo de boa noite. Senti-me amada e protegida. Eu vi você fazendo comida e levando para uma amiga que estava doente. Eu aprendi que todos nós devemos nos ajudar a cuidar dos outros.

Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você cuidar da nossa casa e de todos que moram nela, e eu aprendi que temos que cuidar de tudo o que nos foi dado.

 

Eu aprendi, como uma das maiores lições da vida, que eu precisava aprender com você a ser uma pessoa boa e produtiva quando crescesse.

Quando você achou que eu não estava olhando, eu olhei para você e quis dizer: “Obrigada por todas as coisas que eu vi quando você pensou que eu não estava olhando. Obrigada por ser minha companheira em todos os momentos. Eu te amo, mãe.”

 
 
Bilhetinho_malu

 
 

Um comentário:

Soninha disse...

"Eu não gosto de brigar contigo, mas mesmo assim tu és a mãe mais importante do mundo! Eu te amo demais!Muito obrigada por ter me aturado todos esses anos. Te amo chinchila. Feliz dia das mães. Beijos"

Esse foi o recadinho que recebi...