É meio “lugar comum” dizer que dia das mães é todo dia, e que essa data é oportunismo de marketing pra se vender eletrodomésticos, produtos típicos de mães, e pra alavancar vendas das magazines espalhadas pelos shoppings, que aos domingos pululam de pobres comerciários revoltados por estarem trabalhando ao domingo e forçando sorrisos amarelos para os retardatários que correm pra comprar o presente da mãe quando acordam e lembram do bendito dia.
Vou ser sincera e jogar um desafio no ar: Quem é a alma vivente que não gosta de dizer em alto e bom tom no sábado à noite (como eu fiz): “Amanhã é meu dia, e eu não vou fazer absolutamente nada! Quero café na cama, escolher o cardápio do almoço ( sem grana pra almoçar fora, adorei a torta salgada com arroz à grega e batatas fritas preparados pra mim), escolher o filme que vamos assistir à tarde, escolher o sabor da pizza e NÃO ficar em pé no portão esperando o entregador dessa vez!! Passar o dia de pijama confortável...só tirar pra tomar um banho bem quentinho (ta um frio da p.... em Salvador!) e trocar por outro pijaminha mais confortável do que o primeiro...Ai,ai...
Sou contrária à idéia de escolher um dia para homenagens...Faço disso uma rotina com minha Malu. Sempre que sentimos vontade, trocamos presentinhos, bilhetinhos , telefonemas no meio do dia pra declarar nosso amor. Consideramos esse domingo um bônus, pra enfatizarmos tudo isso...Vamos surfar na onda do Dia das mães, né??
Não posso reproduzir aqui a penca de homenagens que recebi esta semana, nem a quantidade de litros de lágrimas que verti com a musiquinha cantada em grupo na festinha da escola... Por tuuudo eu choro! Márcia costuma dizer que nunca viu alguém que chora até vendo comerciais na TV! E olha que estudei para aprender a produzir comerciais, hein?? Vou transcrever dois dos presentinhos que me emocionaram bastante. Um bilhetinho manuscrito e um texto impresso no timbrado da escola, porém muito bonito e que se aproximou bastante do imaginário infantil. Malu se identifica muito com ele:
Quando você achou que eu não estava olhando....
...eu vi você pendurar meu primeiro desenho na porta da geladeira, e imediatamente quis fazer outro desenho.
Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você alimentando um gato perdido, e aprendi que é muito legal tratar bem dos animais.
Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi lágrimas em seus olhos, e aprendi que às vezes, coisas nos machucam, mas que é permitido chorar.
Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você fazer pra mim o meu bolo favorito, e aprendi que pequenas coisas podem ser muito especiais na vida das pessoas.
Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você rezando e soube que há um Deus com quem eu posso sempre conversar, e aprendi a confiar nesse Deus.
Quando você achou que eu não estava olhando, eu senti o seu beijo de boa noite. Senti-me amada e protegida. Eu vi você fazendo comida e levando para uma amiga que estava doente. Eu aprendi que todos nós devemos nos ajudar a cuidar dos outros.
Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você cuidar da nossa casa e de todos que moram nela, e eu aprendi que temos que cuidar de tudo o que nos foi dado.
Eu aprendi, como uma das maiores lições da vida, que eu precisava aprender com você a ser uma pessoa boa e produtiva quando crescesse.
Quando você achou que eu não estava olhando, eu olhei para você e quis dizer: “Obrigada por todas as coisas que eu vi quando você pensou que eu não estava olhando. Obrigada por ser minha companheira em todos os momentos. Eu te amo, mãe.”
Um comentário:
"Eu não gosto de brigar contigo, mas mesmo assim tu és a mãe mais importante do mundo! Eu te amo demais!Muito obrigada por ter me aturado todos esses anos. Te amo chinchila. Feliz dia das mães. Beijos"
Esse foi o recadinho que recebi...
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