Movida pela intensidade do post da minha comadre lá no coisas de soninha , e pela nostalgia que me foi remexida por ter falado essa semana com Lucio,resolvi conjecturar em torno de um tema interessantíssimo:
A 1ª vez dá direito à poesia?
É divertido lembrar do turbilhão de expectativas e projetos estrategicamente milimetrados que povoam a cabeça de um jovem casal nos momentos que antecedem a "famigerada" hora H. Digo famigerada, por saber da rapidez com que a magia cede lugar ao pânico,e às famosas borboletas , que teimam em fazer revoada no estômago bem na hora em que o cérebro deveria ser inundado de serotonina, que traz a sensação de paz, tranquilidade e prazer...E a poesia, que hora mesmo é que ela chega??
A serotonina desiste de fazer efeito... a prima dela, adrenalina, essa sim, chega com força, sem ao menos ter sido convidada, e no fim das contas, CADÊ A DANADA DA POESIA???
Nos autos femininos aos quais tive acesso não está bem claro o momento exato em que a tal poesia chega...Na verdade, descubro hoje que ela esteve lá o tempo inteiro, mas qual é a sã criatura que localiza a poesia nesse momento? Que fale agora, ou cale-se para sempre!!
Tirada do baú de mil novecentos e Araci de Almeida, segue abaixo, a minha poesia, para sempre lembrada, com muuuito carinho, na voz do velho e bom Dusek, com direito ao piano de Cesar Camargo Mariano! (Primeira vez em grande estilo essa minha, hein??)
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